E se Santo Henrique de Ossó tivesse estado na apresentação do livro "Amo-te Tanto - uma história sobre a melhor pomada para as feridas"?
Acredito que o seu coração teria batido com uma alegria serena e profunda. Reconheceria, naquelas páginas que falam da educação das crianças através do Amor, algo que sempre o moveu por dentro: a certeza de que educar é um ato sagrado, uma verdadeira obra de esperança. Para ele, o Amor não seria um acessório pedagógico, mas o alicerce essencual de toda a educação autêntica - porque só quem se sente amado aprende a confiar, a crescer e a dar o melhor de si.
O Padre Henrique diria que educar é formar o coração antes de formar a inteligência. A educação, para ele, não se limita a transmitir conhecimentos, mas a despertar consciências, a ajudar cada criança a descobrir a sua dignidade, a sua vocação e a sua capacidade de amar. o Amor, vivido com exigência e ternura, seria para ele a linguagem mais eficaz e mais transformadora.
Aos jornalistas finalistas, diria que a palavra escrita e comunicada tem poder: poder de construir ou de ferir, de iluminar ou de confundir. Incentivá-los-ia a serem educadores através da verdade, a usarem a comunicação como serviço, colocando sempre a pessoa no centro.
Aos pais e educadores, deixaria um apelo simples e forte: "Amai sem medo". Recordar-lhes-ia que nenhuma metodologia substitui o testemunho, que as crianças aprendem mais com o que veem do que com o que ouvem: que o Amor paciente, constante e coerente é a maior herança que se pode deixar. Reforçaria que - formados bons cidadão, ter-se-á formada uma boa família e uma boa sociedade.
Por fim, ao lembrar os 150 da Companhia de Santa Teresa de Jesus, o Padre Henrique de Ossó agradeceria. Veria nesse caminho longo e fecundo a confirmação de um sonho guiado por Deus e Santa Teresa de Jesus: educar evangelizando e evangelizar educando. Convidaria todos o renovar o compromisso, com humildade e coragem, para que a educação continue a ser - ontem, hoje e amanhã - um verdadeiro ato de Amor.